Tecnologia
R$ 75 bilhões a menos. O mercado não dá desconto.

(Imagem: G1)
Bilionários brasileiros viram suas fortunas encolherem em um dia. O risco também tem participação nos grandes patrimônios.
Dez brasileiros presentes no Índice de Bilionários da Bloomberg registraram uma redução conjunta de aproximadamente R$ 75,6 bilhões — US$ 14 bilhões — em seus patrimônios na segunda-feira, 26 de outubro. No mesmo dia, o Ibovespa recuou 13,88%, e a alta do dólar também pesou sobre as fortunas calculadas na moeda americana.
Entre os mais afetados estavam André Esteves, ligado ao BTG Pactual, com perda estimada de US$ 3,7 bilhões, e David Vélez, fundador do Nubank, com US$ 2,3 bilhões. Pedro e Fernando Moreira Salles tiveram redução conjunta de cerca de US$ 3 bilhões.
Os valores representam desvalorização patrimonial estimada, não uma retirada equivalente de dinheiro das contas dos empresários. Em levantamento posterior, com dados até terça-feira, 27, a perda acumulada desde o último dia útil anterior à eleição havia diminuído para US$ 11,42 bilhões, indicando recuperação parcial.
E quando a oscilação encontra o planejamento da sua empresa?
Na nossa leitura editorial, o episódio abre uma discussão que também interessa a negócios fora da Bolsa:
- Concentração: depender de poucos clientes, fornecedores ou fontes de receita pode ampliar o efeito de uma mudança externa.
- Liquidez: imóveis, estoques e participações compõem o patrimônio, mas podem exigir tempo para se transformar em dinheiro disponível.
- Previsibilidade: acompanhar recebimentos e pagamentos ajuda a identificar quando uma alteração de cenário pode pressionar a operação.
O valor do patrimônio é uma informação importante. Para decidir sobre investimentos, contratações ou novos compromissos, a gestão também precisa conhecer a disponibilidade de recursos e os riscos que podem alterá-la.
O mercado não negocia a oscilação. A empresa pode negociar melhor suas decisões quando conhece os próprios números.
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Tributação
A CBS entra na conta. Sua margem sai de cena?

(Imagem: grupoinsigne)
O TCU calculou 11,3% para 2027. Enquanto o Senado define a alíquota, o planejamento não pode ficar em débito.
O TCU calculou 11,3% para 2027. Enquanto o Senado define a alíquota, o planejamento não pode ficar em débito.
O Tribunal de Contas da União aprovou, em 28 de outubro, o cálculo de 11,3% como alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para 2027. O resultado segue para o Senado, responsável pela fixação do percentual. A CBS substituirá PIS e Cofins na tributação federal sobre o consumo.
Isso significa que toda empresa pagará 11,3%?
O percentual de referência não determina, sozinho, a carga efetiva de cada negócio. O impacto depende das regras aplicáveis à atividade e dos créditos tributários a que a empresa terá direito.
Para a gestão, nossa leitura é que o número já merece espaço nas simulações de 2027. Três pontos ajudam a organizar essa análise:
- Custos e créditos: identificar, com a equipe fiscal, quais aquisições poderão gerar créditos e quais condições precisam ser atendidas.
- Preços e margens: comparar cenários antes de decidir sobre reajustes, descontos ou absorção de custos.
- Contratos: revisar como os acordos que atravessam 2027 tratam mudanças tributárias e formação de preços.
A decisão do TCU oferece uma referência para o planejamento. A conta de cada empresa exige olhar para sua própria operação.
A alíquota ainda passa pelo Senado. A sua margem já pode passar pela planilha.
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#Fastermoment
Para se informar:Precificação na Reforma Tributária
Para assistir:Nossa equipe tira as suas dúvidas!
Para ir além:A alíquota entra na conta.
Negócios
Microsoft oferece uma saída. Qual é o próximo comando?

(Imagem: Reuters)
Até 60 mil funcionários podem encerrar a sessão. Para a gestão, o desafio é manter a operação rodando.
A Microsoft anunciou, em 26 de outubro, um programa de desligamento voluntário para equipes selecionadas nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Índia. Segundo o Observador, a oferta abrange cerca de 60 mil funcionários — o número de elegíveis, e não de desligamentos confirmados.
A empresa informou que os participantes terão apoio financeiro e recursos de planejamento de carreira. A disponibilidade do programa varia conforme as prioridades e as necessidades de cada área.
Mas, quando alguém encerra a sessão, quem assume as tarefas abertas?
Para empresários e gestores, o movimento abre uma discussão sobre o planejamento de mudanças no quadro de pessoal. Na nossa leitura, três pontos merecem atenção:
- Conhecimento precisa permanecer: atividades que dependem de uma única pessoa exigem documentação e transferência antes da saída.
- A conta vai além da folha: despesas de desligamento, treinamento e redistribuição do trabalho entram no cálculo da reorganização.
- A entrega precisa acompanhar a mudança: prazos, qualidade e capacidade de atendimento ajudam a avaliar se a nova estrutura funciona.
Uma equipe menor pode exigir processos diferentes. Se o volume de trabalho permanece igual, a reorganização precisa explicar como as entregas serão sustentadas.
O próximo comando da gestão começa antes da saída: definir como o trabalho continua.
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Tecnologia
Na China, a IA saiu da nuvem e caiu na conta.

(Imagem: Go Further)
O mercado perdeu US$ 480 bilhões em valor. Até a aposta no futuro precisa fechar no presente.
O índice chinês STAR50 caiu 40% em menos de quatro meses, com perda de aproximadamente US$ 480 bilhões em valor de mercado, segundo reportagem da Reuters publicada pela CNN Brasil em 27 de outubro.
A matéria relaciona o movimento às avaliações elevadas das empresas, às preocupações com a demanda por inteligência artificial e às restrições comerciais. Também ressalta que não houve um único gatilho evidente para a queda.
E na sua empresa: a IA está entregando resultado ou acumulando expectativa?
A desvalorização das ações não demonstra, por si só, que a tecnologia perdeu utilidade. Para gestores, nossa leitura é que a notícia oferece um ponto de partida para avaliar investimentos com critérios claros:
- Problema definido: qual atividade precisa melhorar e como ela funciona hoje?
- Custo completo: além da assinatura, quanto será necessário para integrar sistemas, preparar dados e treinar a equipe?
- Resultado verificável: houve redução de tempo, retrabalho ou custo? A qualidade se manteve?
- Critério de continuidade: o que precisa acontecer para ampliar, ajustar ou encerrar o projeto?
A promessa de produtividade ganha valor quando aparece na operação. Um teste com objetivo, prazo e indicadores ajuda a transformar entusiasmo em informação para decidir.
Antes de aumentar o investimento, vale conferir se o retorno já saiu da apresentação.
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