Tributação de Dividendos 2026: Guia Completo sobre a Nova Alíquota de IR sobre Lucros e Dividendos


Entenda as Mudanças na Distribuição de Lucros e Como Se Preparar

A partir de janeiro de 2026, uma mudança significativa na legislação tributária brasileira entrará em vigor: a tributação de dividendos e lucros distribuídos acima de R$ 50 mil mensais. Essa nova regra do Imposto de Renda pode impactar diretamente o planejamento financeiro de milhares de empresários, sócios e investidores pelo Brasil.
Se você é empresário, sócio de uma empresa ou profissional liberal com sociedade empresarial, este guia completo vai ajudá-lo a entender todos os detalhes da nova tributação de dividendos 2026 e como se preparar estrategicamente para minimizar impactos no seu bolso.

O Que Muda com a Tributação de Dividendos em 2026?

A Nova Alíquota de IR sobre Dividendos

A partir de 1º de janeiro de 2026, distribuições de lucros e dividendos que ultrapassarem R$ 50 mil mensais por beneficiário estarão sujeitas à retenção na fonte de até 10% de Imposto de Renda. Isso representa uma mudança histórica no sistema tributário brasileiro, que mantinha os dividendos isentos desde 1996.
IMPORTANTE: A lei foi sancionada pelo presidente Lula em 26 de novembro de 2025 e entrará em vigor em janeiro de 2026.

Como Funciona a Retenção de IR sobre Dividendos

A tributação seguirá o seguinte modelo de retenção na fonte:

  • Até R$ 50.000/mês por beneficiário: permanece totalmente isento de retenção
  • Acima de R$ 50.000/mês: retenção automática de até 10% sobre o valor total
  • A retenção é feita pela empresa pagadora antes de liberar o valor ao sócio
Tabela Progressiva do IRPFM 2026

A alíquota do IRPFM varia conforme a faixa de rendimento anual total:

  1. Até R$ 600.000 ao ano
    Para contribuintes que recebem até R$ 600 mil por ano, não há incidência de IRPFM. Ou seja, esse grupo permanece isento da cobrança.
  2. De R$ 600.001 até R$ 1.199.999 ao ano
    Nessa faixa, a tributação passa a ocorrer de forma progressiva, variando de 0% a 9,99%, conforme o aumento do rendimento dentro do intervalo. É um regime intermediário, pensado para ajustar a carga tributária de acordo com a capacidade contributiva.
  3. A partir de R$ 1.200.000 ao ano
    Para rendimentos anuais de R$ 1,2 milhão ou mais, aplica-se uma alíquota fixa de 10%.
    Essa é a faixa superior e representa a carga máxima de IRPFM prevista pelo modelo.
Como Funciona a Alíquota Progressiva entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão?

Para rendimentos nessa faixa, a alíquota cresce linearmente de zero a 10%, calculada pela seguinte fórmula:

Alíquota = [(REND – 600.000) / 600.000] × 10%
REND = rendimentos totais apurados no ano

Exemplos práticos:

Exemplo 1 – Rendimento de R$ 900 mil:
Alíquota = [(900.000 – 600.000) / 600.000] × 10%
Alíquota = [300.000 / 600.000] × 10%
Alíquota = 0,5 × 10% = 5%
IRPFM a pagar = R$ 900.000 × 5% = R$ 45.000

Exemplo 2 – Rendimento de R$ 1,5 milhão:
Como está acima de R$ 1,2 milhão, aplica-se alíquota fixa de 10%
IRPFM a pagar (antes de deduções) = R$ 1.500.000 × 10% = R$ 150.000

Impactos Práticos da Tributação de Dividendos nas Empresas

1.Planejamento de Distribuição de Resultados

Empresas precisarão decidir entre distribuições mensais que respeitem o limite de R$ 50 mil por sócio ou concentrar em períodos específicos. Existem outras estratégias e frentes que podem ser utilizadas para não ser impactado negativamente.

2.Estrutura de Remuneração dos Sócios

A estratégia tradicional de pró-labore mínimo perde atratividade. Será necessário equilibrar pró-labore, dividendos e benefícios indiretos como previdência privada. Aumentar o pró-labore pode ser vantajoso para quem valoriza direitos previdenciários de longo prazo.

3.Fluxo de Caixa Empresarial

Distribuir R$ 100 mil significa saída de R$ 105 mil, considerando a retenção de IR. Empresas com margens apertadas devem ter cuidado redobrado para não comprometer liquidez, exigindo integração entre áreas financeira e tributária.

4.Estratégias de Investimento

Investimentos isentos ganham atratividade por não comporem a base do IRPFM. Pode ser mais eficiente manter recursos investidos ou distribuir valores menores para aplicação em ativos isentos, considerando rentabilidade e objetivos.

Período de Transição: Janela de Oportunidade até 31/12/2025

Aproveite os Lucros Isentos

Uma das informações mais importantes sobre a tributação de dividendos 2026 é a janela de transição estabelecida pela legislação:

Regra de transição válida:

Lucros apurados até 31 de dezembro de 2025, cuja distribuição seja formalmente aprovada em assembleia até essa data continuarão totalmente isentos de IR, mesmo que o pagamento efetivo ocorra em 2026, 2027 ou até 2028.

ATENÇÃO: É fundamental que a aprovação seja feita até 31/12/2025 e devidamente documentada em ata de assembleia ou reunião de sócios, conforme o tipo societário da empresa.

Saiba como aproveitar a janela de transição nesse exato momento, entre em contato agora mesmo e entenda como aproveitar o melhor momento dessa mudança

Quais serviços devo adquirir para adquirir a melhor solução?

Planejamento Tributário: Estratégias para Minimizar o Impacto
  • Revisão da Estrutura Societária
  • Diversificação da Remuneração
  • Investimento em Ativos da Própria Empresa
  • Previdência Privada como Ferramenta de Planejamento
  • Planejamento tributário personalizado
Planejamento Financeiro: Garantindo a Saúde da Empresa
  • Necessidade de Caixa Operacional
  • Preservação da Saúde Financeira
  • Cenários de Fluxo de Caixa

Garanta que você e a sua empresa estarão preparados para a nova tributação de dividendos. Diante dessas mudanças significativas na tributação de dividendos e lucros, contar com especialistas em planejamento tributário e financeiro é fundamental.

Hora de Agir Estrategicamente

A tributação de dividendos a partir de 2026 representa uma mudança relevante no cenário tributário brasileiro, mas com planejamento adequado é possível minimizar impactos e até identificar novas oportunidades de otimização fiscal e financeira.
O momento de agir é agora. Com a janela de transição válida até 31 de dezembro de 2025, empresários e sócios têm uma oportunidade única de reestruurar suas estratégias de distribuição de lucros de forma inteligente e vantajosa.
Não deixe para a última hora! Um planejamento tributário bem estruturado, aliado a um planejamento financeiro sólido, pode fazer toda a diferença entre pagar mais impostos do que o necessário ou manter a eficiência fiscal e a saúde financeira da sua empresa.

Entre em contato conosco e agende uma consultoria gratuita para entender como as mudanças na tributação de dividendos impactarão seu negócio e quais as melhores alternativas para o seu caso específico.

Por: Victor Santos

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